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domingo, 12 de fevereiro de 2017

     Permita-se fluir 

   A vida é o período que decorre entre a existência real e a morte. Pode-se pensar que enquanto existimos vivenciamos diversos momentos, fatos, muito conhecimento e experiências que vão constituindo aquilo que somos.
   Somos constantemente afetados pelas diversas facetas da vida que provocam transformações na maneira se sentir, de olhar, de falar, de aprender e de nos relacionar. Estamos sempre sofrendo mudanças. Assim como nós, as plantas, a terra, o clima, os bichos.   No entanto, parece que tudo que está vivo é assim, mas nós, humanos, temos o privilégio de observar e poder compreender nossa existência através da inteligência. Por isso, devemos ficar atentos aos sinais que recebemos de nossa própria influencia aquela que nos move para determinados caminhos. 
   Essa dinâmica natural que a vida proporciona é a prova de que estamos realmente vivos, não conseguimos parar o processo, está intrínseco, somos providos de impulsos e reagimos aos estímulos, tanto internos como externos.
    Podemos tomar a decisão, em certas situações, de fechar os olhos e negarmos que emoções estão fazendo parte de nós e de nossa vida, porém é só um mecanismo de defesa que irá protelar a nossa percepção, uma questão de tempo para encontrarmos nossas verdades( a vida como ela é). 
   O encanto disso, é a descoberta do produto que podemos extrair como resultado daquilo que nos tocou. Uma vez experimentado, perde-se o medo de viver e nos atrair a uma próxima descoberta. Essa experiência precisa ser permitida por nós para que possamos semear bons frutos. Precisamos aprender a plantar, permitir que pequenas mortes aconteçam para enfim renascer, desabrochar e crescer para enfim novamente morrer. Essa lei natural que vemos no desabrochar das flores é a pura expressão simbólica dos nossos processos de entendimentos e assimilações sobre a vida.
  Permitir fluir esse mecanismo de plantio e colheita que nos faz acordar e viver, todos os dias, é a essência de nossa existência. Pois, porque mesmo que vivemos? Para que servimos? (De que forma agimos e reagimos perante os fatos da vida?) São questões essenciais para que possamos produzir e fazer a diferença na tentativa de estimular o constante movimento natural da vida. Deixar renascer em nós o resultado de nossas experiências é uma escolha individual, o que faremos com isso é outra história.

Abraços

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Intueri
“Cada um de nós tem a sabedoria e o conhecimento que necessita em seu próprio interior”.  Carl Jung

A palavra intuição vem do latim Intueri que significa considerar, ver interiormente, ou contemplar. É a faculdade de perceber, discernir ou pressentir coisas, independentemente de raciocínio ou de análise. (tinha a ideia de que seu colega iria trapaceá-lo...)  
A intuição é uma forma de conhecimento direta, clara e imediata, capaz de investigar objetos pertencentes ao âmbito intelectual, conhecimento de um fenômeno mental que se apresenta com a clareza de uma evidência, sem oferecer qualquer margem para a dúvida. Identifica-se como um conhecimento imediato de objetos oferecidos pela sensibilidade.
Jung identificou quatro Funções Psíquicas que a consciência usa para fazer o reconhecimento do mundo exterior e orientar-se. Ele definiu as funções como: Sensação, Pensamento, Sentimento e Intuição - estas, junto com as atitudes de introversão e extroversão, representam os Tipos Psicológicos. Existem duas maneiras opostas através das quais percebemos as coisas - Sensação e Intuição - e existem outras duas, que usamos para julgarmos os fatos - Pensamento e Sentimento. As pessoas utilizam diariamente esses quatro processos.
O matemático e filósofo Blaise Pascal, referia-se à intuição como a capacidade da mente em fazer muitas coisas ao mesmo tempo. Infinitas conexões inconscientes que tornam possível à mente consciente fazer escolhas. E fazer escolhas implica em responsabilidades e conseqüências que em determinado momento da existência poderão ser recompensadas ou, dependendo da escolha a vida precisará ser resgatada.      
Fazer escolhas requer esforço, pois se subentende refletir e entrar em contato, com as próprias histórias, de maneira profunda o que possibilita a decisão sobre o que é melhor a ser feito.  Confie na voz que fala à consciência sobre o que o coração diz - a dita intuição. Estabeleça seus planos, suas metas para o ano, assim será mais fácil caminhar em direção ao seu próprio desenvolvimento.
 O ano recomeça. As escolhas serão conseqüência de uma realidade que se instala pelo caminho do desejo da sua realização, que vai precisar de atitudes firmes e olhar atento no mergulho da verdade pessoal, mesmo que não tenha lógica.
Proveitoso neste processo é o desenvolvimento da autoconfiança. A psicóloga Virginia Marchini, fundadora do Centro de Desenvolvimento do Potencial Intuitivo de São Paulo, fala que “pessoas com baixa auto-estima, por exemplo, têm mais dificuldade em acreditar na inteligência intuitiva em função de uma desconfiança em relação a tudo o que venha de seu interior”.
As emoções não são racionais e por isso as respostas não estão em um livro, como se fossem regras a serem cumpridas.  A lógica e a razão estão interligadas com as atitudes. É preciso haver cumplicidade entre a lógica, a razão e as emoções para fazer sentido, pois assim a conexão fluirá, revertendo em melhores conseqüências. Então, planeje sim!
 A vida é uma continuidade, e a renovação está no olhar que se dá aos fatos a partir de ângulos diferentes. Por esse caminho pode-se compreender a seqüência de anos, um após o outro, as vivências que acumuladas têm a finalidade de auxiliar na busca de outros lugares. Sempre haverá uma nova oportunidade. Essa é uma porta que não se fecha.
Portanto, caro leitor, aproveite a energia que há para viver, para modificar, para experimentar, para ousar.  Pense algo diferente, crie, fale sobre o que acredita, deixe de lado as fantasias de que não será aceito, não se cale, expresse sentimentos, valores que fazem parte da carga da sua história. Ria do que realmente tem graça, respeite a dor do outro, não minimize o que não conheces, não pense que viveu tudo, não tenha a certeza de que está certo, não mostre a todos aquilo que rechaça em alguém, no mínimo para aquele que precisa sentir e modificar, se assim julgares, desejares. Olhe nos olhos das pessoas, permanece em silencio, não pense que tem a resposta pra tudo, escute para variar, não corra tão rápido. Intua.

                         OBS: Este texto foi escrito em fevereiro de 2015, publicado na Revista VIAPAMPA.

Abraço,
Isadora.

CONVITE

Apresento meu Blog para convidar você a participar deste espaço para que a gente possa trocar ideias.

 Aqui pretendo publicar material que eu escrevo e alguns sobre a psicologia. E assim vamos indo, aberto para ideias. 

Abraço

Isadora